domingo, 19 de maio de 2013

O universo sem prática


Tamara C.
Não é de hoje, que a educação brasileira apresenta falhas no seu sistema educacional; desde o entendimento do homem em criar uma instituição e fazer dela um espaço onde o conhecimento poderia ser debatido e a vida social mais harmoniosa, as coisas só pioraram.

As chamadas universidades, onde os alunos são selecionados para uma enfadonha prova de ‘’passa quem mais souber’’ são submetidos desde já às falhas dos sistemas educacionais brasileiros, onde as fraudes e os erros de correções são bastante nítidos. Passando por essa fase tem a do encontro com o novo ambiente, o choque de prédios antigos, infiltrados, uma estrutura precária e desoladora, sem falar na relação entre aluno e professor, onde a existência de profissionais qualificados são cada vez mais escassos, raros e deficientes na questão teoria e pratica do conteúdo.

Onde colocar em pratica, ou mesmo onde ‘experimentar’ um conteúdo de cerca de duas horas de aula, onde o professor mais fala do que expõe? .O que fazer com tanto conteúdo disseminado nas universidades e escolas á fora?


Sempre soube nas próprias universidades estudando os grandes pensadores, que teoria se alia á prática, porém onde se vê nas universidades brasileiras conteúdos dado em sala de aula, serem consolidados em algo mais concreto e palpável? .O certo é que as universidades de hoje não estão suportando os discentes quanto mais terem recursos suficientes para aliar a extensão acadêmica a uma vida mais real ou mesmo verossímil.

A ideia de universidade perpassa em seu sentido muito mais que um espaço físico exorbitante; é um espaço universal de conhecimento onde todos aprendem de uma forma igualitária e digna e onde as ideias debatidas são iniciativas e acabativas. Não sei se é mal de brasileiro, mas somos pessoas mais iniciativas que acabativas, pensamos aqui e realizamos lá para fora, justamente por que o que pensamos nos limita a consolidar aqui, por falta de recursos e de uma excelente estrutura brasileira. Não é diferente no quesito educação.

Acadêmicos saem do Brasil com o incentivo do próprio Brasil, para estudar lá fora, o que temos aqui não suportará o tanto de estudiosos que querem praticar ou mesmo, experimentar o que aprendeu. Pois o seu próprio País prefere investir do outro lado, em um país de caminho mais desenvolvido.
Não sei ate quando as universidades estarão lotadas de alunos fincados em quatro paredes, ouvindo professores falarem mais de uma hora, lendo textos desconexos, conteúdos longe de serem praticados e vida acadêmica em falhas.

O fato é que o didatismo passou longe de muitos professores e o tópico educação passou longe do interesse de muitos políticos, investir em educação em laboratórios acadêmicos, dinamizados, modernos e qualificados o Brasil não quer, prefere investir e exportar para outros países, com o discurso que é um grande país em desenvolvimento. Ate quando alunos como eu, ouvirão e ouvirão, lerão e lerão e consubstanciarão os conteúdos ouvidos em vivência diária?

Acho que hoje, ‘o universo das universidades’ está ficando meramente vazio, sem objetivo; em não fazer da vida acadêmica um ambiente mais prazeroso onde a relação entre conteúdo e aluno se torna comumente distante e não íntima. Os universos onde passaram grandes filósofos, pensadores e escritores está cada vez mais distante de uma possível realidade experimental e uma perfeita escola de aprendizado efetivo.

sábado, 4 de maio de 2013

O Jornalismo Tóxico


Em uma imprensa brasileira que se estrutura como sendo um medium de veicular informação e fazer comunicação aonde suas bases de credibilidade hoje, frente aos seus apreciadores vem se degradando como um meio midiático não muito fidedigno para consultar certos conteúdos, o jornalismo nessa esfera midiática, tem se tornado um meio comunicativo falho e venenoso onde a informação veiculada ou divulgada não diz respeito a um bem publico, mas a uma classe, a uma repartição e uma ideologia.

A grande questão é que tipo de jornalismo se está construindo em uma sociedade onde o acesso á informação não é tão escassa (devido ás plataformas digitais) e onde a credibilidade é questão primordial para se diferenciar das varias pseudoinformações? .Em um contexto como esse o que era informação tornou-se um chamariz propagandístico de opinião, onde a informação se converte em convencimento e o produto noticia do jornalismo em veneno.

O jornalismo que deforma, problematiza, denuncia e se pronuncia é um jornalismo digno de um título depreciativo. Quando lemos os jornais não sabemos mais, se a informação é ficcional ou verdadeira, qualquer palavra que se pronuncie frente á imprensa é garantia de deformação ou desvirtuação dos sentidos. Em relação aos sentidos, o jornalismo de hoje, é experiente em dar ás informações, o prisma de um monossignificado desvinculando-o do seu sentido original.

Com toda essa realidade, o jornalismo se fissura como uma área da comunicação que mais intoxica as pessoas com enxurradas de informações do que direciona a um pensamento critico; onde transforma a noticia em um produto venenoso de opinião muito mais do que um produto informativo inteligente.

Dessa forma, é perceptível que vivemos na era da informação venenosa, onde os agrotóxicos opinativos são colocados de forma abrupta para que os bons frutos rapidamente possam ser extintos. E esse bom fruto é o jornalismo que quando plantado tem na sua origem a boa semente e quando regado tem na sua colheita o mau ceifador e o pior amadurecimento. A única solução para desintoxicar o jornalismo é abominar os agrotóxicos e deixar que a naturalidade do próprio jornalismo seja vista da maneira mais adequada possível para divulgar a informação correta no seu sentido correto, pois as piores das credibilidades informativas também aliena e intoxica.