Tamara C.
Não é de hoje, que a
educação brasileira apresenta falhas no seu sistema educacional; desde o
entendimento do homem em criar uma instituição e fazer dela um espaço onde o
conhecimento poderia ser debatido e a vida social mais harmoniosa, as coisas só
pioraram.
As chamadas universidades,
onde os alunos são selecionados para uma enfadonha prova de ‘’passa quem mais
souber’’ são submetidos desde já às falhas dos sistemas educacionais
brasileiros, onde as fraudes e os erros de correções são bastante nítidos. Passando
por essa fase tem a do encontro com o novo ambiente, o choque de prédios
antigos, infiltrados, uma estrutura precária e desoladora, sem falar na relação
entre aluno e professor, onde a existência de profissionais qualificados são cada
vez mais escassos, raros e deficientes na questão teoria e pratica do conteúdo.
Onde colocar em pratica,
ou mesmo onde ‘experimentar’ um conteúdo de cerca de duas horas de aula, onde o
professor mais fala do que expõe? .O que fazer com tanto conteúdo disseminado
nas universidades e escolas á fora?
Sempre soube nas próprias
universidades estudando os grandes pensadores, que teoria se alia á prática,
porém onde se vê nas universidades brasileiras conteúdos dado em sala de aula,
serem consolidados em algo mais concreto e palpável? .O certo é que as
universidades de hoje não estão suportando os discentes quanto mais terem
recursos suficientes para aliar a extensão acadêmica a uma vida mais real ou
mesmo verossímil.
A ideia de universidade
perpassa em seu sentido muito mais que um espaço físico exorbitante; é um
espaço universal de conhecimento onde todos aprendem de uma forma igualitária e
digna e onde as ideias debatidas são iniciativas e acabativas. Não sei se é mal
de brasileiro, mas somos pessoas mais iniciativas que acabativas, pensamos aqui
e realizamos lá para fora, justamente por que o que pensamos nos limita a
consolidar aqui, por falta de recursos e de uma excelente estrutura brasileira.
Não é diferente no quesito educação.
Acadêmicos saem do Brasil
com o incentivo do próprio Brasil, para estudar lá fora, o que temos aqui não
suportará o tanto de estudiosos que querem praticar ou mesmo, experimentar o
que aprendeu. Pois o seu próprio País prefere investir do outro lado, em um
país de caminho mais desenvolvido.
Não sei ate quando as
universidades estarão lotadas de alunos fincados em quatro paredes, ouvindo
professores falarem mais de uma hora, lendo textos desconexos, conteúdos longe
de serem praticados e vida acadêmica em falhas.
O fato é que o didatismo
passou longe de muitos professores e o tópico educação passou longe do
interesse de muitos políticos, investir em educação em laboratórios acadêmicos,
dinamizados, modernos e qualificados o Brasil não quer, prefere investir e
exportar para outros países, com o discurso que é um grande país em
desenvolvimento. Ate quando alunos como eu, ouvirão e ouvirão, lerão e lerão e
consubstanciarão os conteúdos ouvidos em vivência diária?
Acho que hoje, ‘o universo
das universidades’ está ficando meramente vazio, sem objetivo; em não fazer da
vida acadêmica um ambiente mais prazeroso onde a relação entre conteúdo e aluno
se torna comumente distante e não íntima. Os universos onde passaram grandes
filósofos, pensadores e escritores está cada vez mais distante de uma possível
realidade experimental e uma perfeita escola de aprendizado efetivo.

