terça-feira, 15 de outubro de 2013

Tilintar de um novo dia


A manhã nem bem começa e o sol mal começa a raiar, ouço de longe com a audição  aguçada, o tilintar metálico do carro que passa avisando que o gás está passando.É um som inédito,variando do mais agudo para o mais grave do menos intenso para o mais intenso, do mais fraco para o mais forte.
Para ele, o dia já começou bem cedinho. Não importa quem esteja em um ato notívago do dia anterior, difícil quem não o escuta. Um despertador tão sinfônico que nos acorda para o dia de labor, para um novo tilintar do dia.

O som nada mais expressa ‘’O gás está passando’’. Moda antiga essa, de chamar as donas de casa para comprar o seu combustível do dia a dia.

Essa minha nova casa, me possibilitou ver mudanças e atos extraordinários, como se me levasse a um tempo ausente hoje, tempos que viraram capítulos em livros de histórias.A minha comunidade, soa harmonia e ritmo, se não é o gás que passa pela manha bem cedo, é o sino da igreja que ás 18:30h avisa que o dia está evadindo e á noite se apresentando.

Não há diferença nos sons, mas no ritmo que badala no começo do dia ao começo da noite. Que comunidade conservada quantos aos seus costumes históricos e comunitários.


Hoje, penso que cada mudança traz boas novas e tempos vindouros. Viva a expressão musical melódica da minha comunidade!

terça-feira, 25 de junho de 2013

Festa Junina é Cultura

Tamara C
Junho é um mês muito festivo e dançante. Nele se vê as bandeirinhas coloridas nos altos das casas e das ruas, começa–se a montar as casinhas com palhas de coco, a lenha já está preparada para aumentar o fogaréu na fogueira, as brincadeiras dependendo da região já estão se preparando, as comidas típicas cheiram de longe, com suas origens de todos os cantos.Isso é festa Junina, mas será que isso é são João, é dar um incentivo as culturas regionais?

Em minha última viagem a cidade que sedia uma das maiores festas juninas regionais, no estado do Rio Grande do Norte, Mossoró, percebi uma cultura junina comemorada de forma diferente das demais, brincadeiras diferentes, comidas diferentes, mas com a mesma decoração e o sentido do mês junino; o são João.Mas, muito mais que abrir um espaço para convivência junina e ouvir músicas regionais percebi um entretenimento com conhecimento, até mesmo por que se confunde muito entretenimento apenas com diversão sem levar em conta que o entretenimento pode ser aliado ao conhecimento, e se faz cultura dessa forma, se divertindo mas, abrindo um grande leque de conhecimento ao público.

Foi em Mossoró que percebi peças teatrais estimulando a cultura, falando sobre a fundação da cidade, sobre o grande cangaceiro, Lampião, em uma praça linda tendo a igreja como palco e toda a rua como arquibancada, um musical lindo denominado como ‘’chuva de bala no país de mossoró’’, coisas essas que não se vê em São Luis, alem de que em cada ponto turístico da cidade se via uma manifestação cultural, um showzinho ali, uma apresentação ali, coisa bem estruturada e uma ar de cultura na atmosfera.Ali eu vi se pensar sobre cultura e se fazer cultura.

Coisa rara de se encontrar em São Luis e pode ser também que até em outras cidades, o São João devia ser mostrado não como uma farra que se comemora no mês de junho, ou mesmo uma bandinha famosa que vai se apresentar. E muito menos como um espaço que é aberto com algumas barraquinhas para vender certas comidas  típicas.É hora de se pensar cultura, o povo deve voltar dessas festas depois de uma bela apresentação ou mesmo informação sobre as festas juninas da sua cidade e de outras cidades, o motivo do porquê em se comemorar o são João; pois o povo esta indo comemorar o que não se sabe, para eles não importa a historia de nada, importa é a celeuma que se faz em meios a muitos arraias.

Se é para gastar dinheiro público com algo que diverta o povo, que seja com conhecimento e um conhecimento de cultura de massa, investir na cultura regional é tão importante quanto ao conhecimento dos direitos  que cada cidadão deva conhecer.Conhecer sua cultura é ter liberdade de se identificar, se conhecer, se libertar.Pois é a historia de um povo que conhece sua nação.
A mídia, o governo e o próprio povo deve passar a se preocupar com isso, o mês de junho não sedia apenas a comemoração do São João; é uma extravagância de cada cidade, de cada regionalidade, de receber turistas para conhecer suas peculiaridades e singularidades, é culturar (neologismo meu) com conhecimento.


Por isso, antes de visitar um arraial, procure conhecer e se divertir com toda a liberdade que você como cidadão tem de conhecer como morador de sua região e de sua localidade. Viva o São João, mas viva muito mais a cultura junina, cultura do povo!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Por entre estradas

Tamara C.

Ultimamente tenho me tornado uma turista amadora e constante. Entre estradas  e cidades tenho conhecido, povos longínquos e cidades quase inabitadas E com essas viagens de idas e vindas, tenho conhecido um pouco da extensão do meu Maranhão.

É incrível como existem lugares nunca antes habitado, nunca antes falado e que  nunca antes a imprensa  tem pisado por lá.Entre essa viagens tenho conhecido um Brasil imenso, cheio de terras, de mata de sabores, de cultura de pobreza muita pobreza.

Entre a janela do  ônibus vejo uns casebres bem ao longe, quase imperceptível, umas casinhas compostas de palhas, uma janela, algumas peças de roupas no varal, umas crianças nuas sem pudor de que estão sendo observadas, uma bicicleta, um jumentinho para ajudar na mobilidade, uma vida simples, sem nenhuma necessidade de shoppings, cinemas, lojas e ,mais lojas de  butecos, sem necessidade da modernidade.Por que o que eles precisam mesmo, é uma vida de qualidade dignamente.

Não deixei de perceber que apesar de todas as dificuldades de mobilidade e de vida, viver longe da vida corriqueira da cidade é muito bom, pois proporciona uma vida mais tranquila, mais longínqua de tudo que conhecemos como urbano.


Apesar de ser cansativo viajar pois,  o lugar que se quer chegar esteja ainda tão longe, mas vale a pena, conhecer vida nova, lugares novos, cidades novas, e ter um olhar de uma jornalista de que oportunidades como essa, já é um aprofundamento eficaz  para uma grande reportagem .

sábado, 8 de junho de 2013

Dia sem luz

Teodora C.
Gosto desse não som, desse não barulho, desse silencio, que no inicio de um dia para outro tudo para, tudo se posiciona e se acomoda.Os únicos sons ouvidos é som do próprio interior que bate assim bem devargazinho o ‘’tum tum’’, é o momento que eu mais me ouço, mais me analiso mais me entendo.

O melhor momento para uma leitura, pois ninguém irá lhe incomodar, o melhor momento para entrar em um sonho lírico e extasiante, voar alto em seus pensamentos e refletir,refletir e refletir.

É um momento intercalando o dia anterior e o dia que já vem chegando de mansinho, cada vez mais tranquilo, sem pressa de sair de um dia para o outro.É então, um momento de ser noite.

É nesse momento notívago que a cidade para calada, como se o dia não tivesse sido tão corrido e conturbado..é o momento de parar, calar e analisar...

A noite me faz enxergar muito mais que um dia sem luz, um dia onde a própria escuridão se torna luz e a própria calmaria da noite vai se tornando em calmarias mais agitadas, dando o sinal de que o dia já chegou e que a vida mais uma vez continua com barulhos de  uma noite acordada.

domingo, 2 de junho de 2013

A Imprensa hoje.

Tamara C.
Não irei me remeter a uma alusiva história da imprensa, ou mesmo aos seus processos e benefícios para a sociedade. Mas, na estrutura e na propriedade ideológica que a imprensa tem se fundamentado nos últimos séculos. É visível perceber que a mídia, por mais que, não realize a função da imprensa, cita seu nome comumente, não pelo papel de repensar sobre ela, mas até mesmo de torna-lá publica para seus apreciadores.

Ultimamente, venho me questionando sobre o que seja a imprensa nos tempos de hoje, como jornalista estou inserida (ou mesmo devo estar) nesse meio, o qual, muita vezes causa mais dúvidas sobre sua existência do que certeza.Sei definir com exatidão o que seja imprensa nos tempos de Gutemberg; criador da imprensa móvel, um processo gráfico originado no século XV para imprimir jornais, revistas e folhetins.

A historia existe para esses detalhes de clareza do passado, e é uma das ciências que poucas vezes falha devido ao arquivamento de relatos e de veracidades que prioriza. Saindo um pouco da história ‘’passada’’ e se voltando para uma análise não tão antiga ou distante da nossa realidade, sugiro conceituar o termo imprensa nos dias de hoje.O que é imprensa, para que serve, e qual sua função perante o papel da comunicação?

A notoriedade com que a imprensa vem se consolidando em uma sociedade tecnológica e informativa, não tem sido das tão boas, ou mesmo fidedignas; A imprensa por ser um órgão comunicativo e disseminador de informações, tem tornado público histórias inverídicas fundamentadas em conteúdos irreais e ideológicos.

Ela própria não tem refletido sobre seus impactos na sociedade, suas publicações, os profissionais que ela tem colocado em seu meio, o teor de noticia pautado e a relevância que tem dado para os fatos. Elencando tudo isto, uma coisa me vêm á mente, o que é fazer imprensa em uma modernidade tão evoluída tecnologicamente?

Assim como, a sociedade tem mudado desde a existência do homem, e bem como, a história tem se complementado com essas evoluções; a imprensa não tem mais o valor que se tinha no século XV, nem mesmo os iguais colaboradores.Mas uma coisa é certa quanto a ela, neste começo de mês que se comemora o mês da imprensa , é necessário que todos os órgãos públicos e que toda a sociedade faça ciência da sua existência, do seu papel e do seu comportamento perante a sociedade e o mundo.

É importantíssimo, que nós considerados jornalistas, cidadãos exijamos dos meios comunicativos e da nossa própria mente, um novo repensar sobre as práticas comunicativas e sobre esse meio midiático que tanto mais nos torna alienados do que nos instiga a pensar sobre uma imprensa que luta pelos nossos direitos e anseios, por nossas praticas e almejos.

Viva a imprensa e o seu papel fundamental que teve de inicio no século XV, mas viva muito mais um nova perspectiva sobre ela, pois as coisas mudam, a sociedade também, e a imprensa por nós deve mudar!


domingo, 19 de maio de 2013

O universo sem prática


Tamara C.
Não é de hoje, que a educação brasileira apresenta falhas no seu sistema educacional; desde o entendimento do homem em criar uma instituição e fazer dela um espaço onde o conhecimento poderia ser debatido e a vida social mais harmoniosa, as coisas só pioraram.

As chamadas universidades, onde os alunos são selecionados para uma enfadonha prova de ‘’passa quem mais souber’’ são submetidos desde já às falhas dos sistemas educacionais brasileiros, onde as fraudes e os erros de correções são bastante nítidos. Passando por essa fase tem a do encontro com o novo ambiente, o choque de prédios antigos, infiltrados, uma estrutura precária e desoladora, sem falar na relação entre aluno e professor, onde a existência de profissionais qualificados são cada vez mais escassos, raros e deficientes na questão teoria e pratica do conteúdo.

Onde colocar em pratica, ou mesmo onde ‘experimentar’ um conteúdo de cerca de duas horas de aula, onde o professor mais fala do que expõe? .O que fazer com tanto conteúdo disseminado nas universidades e escolas á fora?


Sempre soube nas próprias universidades estudando os grandes pensadores, que teoria se alia á prática, porém onde se vê nas universidades brasileiras conteúdos dado em sala de aula, serem consolidados em algo mais concreto e palpável? .O certo é que as universidades de hoje não estão suportando os discentes quanto mais terem recursos suficientes para aliar a extensão acadêmica a uma vida mais real ou mesmo verossímil.

A ideia de universidade perpassa em seu sentido muito mais que um espaço físico exorbitante; é um espaço universal de conhecimento onde todos aprendem de uma forma igualitária e digna e onde as ideias debatidas são iniciativas e acabativas. Não sei se é mal de brasileiro, mas somos pessoas mais iniciativas que acabativas, pensamos aqui e realizamos lá para fora, justamente por que o que pensamos nos limita a consolidar aqui, por falta de recursos e de uma excelente estrutura brasileira. Não é diferente no quesito educação.

Acadêmicos saem do Brasil com o incentivo do próprio Brasil, para estudar lá fora, o que temos aqui não suportará o tanto de estudiosos que querem praticar ou mesmo, experimentar o que aprendeu. Pois o seu próprio País prefere investir do outro lado, em um país de caminho mais desenvolvido.
Não sei ate quando as universidades estarão lotadas de alunos fincados em quatro paredes, ouvindo professores falarem mais de uma hora, lendo textos desconexos, conteúdos longe de serem praticados e vida acadêmica em falhas.

O fato é que o didatismo passou longe de muitos professores e o tópico educação passou longe do interesse de muitos políticos, investir em educação em laboratórios acadêmicos, dinamizados, modernos e qualificados o Brasil não quer, prefere investir e exportar para outros países, com o discurso que é um grande país em desenvolvimento. Ate quando alunos como eu, ouvirão e ouvirão, lerão e lerão e consubstanciarão os conteúdos ouvidos em vivência diária?

Acho que hoje, ‘o universo das universidades’ está ficando meramente vazio, sem objetivo; em não fazer da vida acadêmica um ambiente mais prazeroso onde a relação entre conteúdo e aluno se torna comumente distante e não íntima. Os universos onde passaram grandes filósofos, pensadores e escritores está cada vez mais distante de uma possível realidade experimental e uma perfeita escola de aprendizado efetivo.

sábado, 4 de maio de 2013

O Jornalismo Tóxico


Em uma imprensa brasileira que se estrutura como sendo um medium de veicular informação e fazer comunicação aonde suas bases de credibilidade hoje, frente aos seus apreciadores vem se degradando como um meio midiático não muito fidedigno para consultar certos conteúdos, o jornalismo nessa esfera midiática, tem se tornado um meio comunicativo falho e venenoso onde a informação veiculada ou divulgada não diz respeito a um bem publico, mas a uma classe, a uma repartição e uma ideologia.

A grande questão é que tipo de jornalismo se está construindo em uma sociedade onde o acesso á informação não é tão escassa (devido ás plataformas digitais) e onde a credibilidade é questão primordial para se diferenciar das varias pseudoinformações? .Em um contexto como esse o que era informação tornou-se um chamariz propagandístico de opinião, onde a informação se converte em convencimento e o produto noticia do jornalismo em veneno.

O jornalismo que deforma, problematiza, denuncia e se pronuncia é um jornalismo digno de um título depreciativo. Quando lemos os jornais não sabemos mais, se a informação é ficcional ou verdadeira, qualquer palavra que se pronuncie frente á imprensa é garantia de deformação ou desvirtuação dos sentidos. Em relação aos sentidos, o jornalismo de hoje, é experiente em dar ás informações, o prisma de um monossignificado desvinculando-o do seu sentido original.

Com toda essa realidade, o jornalismo se fissura como uma área da comunicação que mais intoxica as pessoas com enxurradas de informações do que direciona a um pensamento critico; onde transforma a noticia em um produto venenoso de opinião muito mais do que um produto informativo inteligente.

Dessa forma, é perceptível que vivemos na era da informação venenosa, onde os agrotóxicos opinativos são colocados de forma abrupta para que os bons frutos rapidamente possam ser extintos. E esse bom fruto é o jornalismo que quando plantado tem na sua origem a boa semente e quando regado tem na sua colheita o mau ceifador e o pior amadurecimento. A única solução para desintoxicar o jornalismo é abominar os agrotóxicos e deixar que a naturalidade do próprio jornalismo seja vista da maneira mais adequada possível para divulgar a informação correta no seu sentido correto, pois as piores das credibilidades informativas também aliena e intoxica.

terça-feira, 30 de abril de 2013

O Encanto das Praças


Tamara C.
Quando estou em meus pensamentos mais profundos e distantes, gosto de um lugar bucólico, natural, tranquilo, típico dos poetas do arcadismo onde suas inspirações vinham da natureza do momento mais fantasioso para se apreciar e complementar a solidão. Lugares como este, são os campos, as praias, um lindo por do sol, as praças...Ah! .Essas até hoje me encantam pelo ‘quê’ de historia que tem.

As praças datam da Grécia antiga, quando os pensadores políticos,filósofos, patriarcas e quem tivesse interesse se reunia para discutir sobre a polis, a política; eram chamadas de ágoras pela influencia de reunir interesses coletivos sobre a política, diferente do modo de pensar política hoje, ou mesmo de democratiza-lá. Apesar da função da praça que a historia demonstra, muito do que ela foi, perdeu-se o sentido, não discutem mais os interesses da humanidade, não se faz mais revoluções, protestos e muito menos, tornou-se um espaço onde podemos encontrar paz.
Com a correria do dia a dia até parar para pensar é difícil, não sombra tempo, imagine parar em uma praça,sentar e refletir,só para ver as pessoas passando, os carros buzinando, as crianças brincando,as arvores balançando,as folhas caindo, os pássaros cantando...perdemos o encanto de ver a praça como um ambiente de refugio de evasão.


Elas não são mais tão cheias e nem tão visitadas. Não existe mais o músico que tocava a sua viola para agradar os ouvidos dos transeuntes, e nem os gritos das crianças correndo em direção a bola.Perdemos a oportunidade de sair de nossos lares e penetrar ambiente mais saudáveis; uma vez ou outra eu vejo pessoas sentadas pensativas, longes...um casal de namorado vindo da escola, um casal de idoso conversando...porém não se vê mais os experiente senhores jogando um dominó, fumando um cigarro, foi-se o tempo em que a praça era o melhor lugar para um final de tarde.

Apesar de tudo, a praça reflete seu encanto, o encanto de paz, de evasão da realidade, um lugar de varias pessoas, com vários sentidos, um patrimônio histórico publico, traz o encanto da natureza, a visão do por do sol.Ela nunca deixara de ser o ambiente onde se fez historia e dependendo de quem for, pode também fazê-la.A praça se resume em um lugar de encontro com encanto e paz.Recomendo visitar uma praça e fazer dela seu refúgio, sua historia. 

sábado, 27 de abril de 2013

Feito na hora. Experimente!


Obesidade e Fast Food
Tamara C.
No mundo atual a praticidade é questão de habilidade e de tempo,quem não há tem,perde toda vantagem de potencializar seus compromissos. Ao irmos ao trabalho, a escola, a uma festa, a um passeio devemos ter hora marcada para que os outros compromissos posteriores não venham ser afetados,  e claro, tudo deve ser feito com certa ‘’porção’’ de pressa. Com toda essa rotina, não só o trabalho se estruturou em um movimento apressado,mas a dinâmica do mundo,tornou-se veloz, e essa velocidade não se reverberou apenas nas nossas saídas e compromissos diários mas,naquela paradinha para se alimentar com um delicioso prato fast-food.


A alimentação nesse mundo tão moderno esvaiu-se de ser sagradas, as pessoas estão cada vez mais com pressa em comer e digerir o que se consume.A industria juntamente com a sua parceira comercial que é a publicidade trabalham intensamente(e muito bem) para um novo modelo de alimentação nem tão saudável assim,porém mais rápido,pratico e barato, e que lucrará o tempo daqueles que rapidamente  precisam estar em seus afazeres.

O consumismo e a publicidade engendra hoje, aquilo que devemos comer e comprar para que ‘’sejamos eternamente felizes’’, os padrões da indústria alimentícia produzem alimentos com maior rapidez, em compensação com baixo nutrientes e bastantes calorias que consequentemente originará consumidores com baixa qualidade de vida e bem-estar.

O padrão da indústria conhecido como o mais saboroso e que consume menos tempo é o chamado fast-food, pela origem da palavra é perceptível que esse modelo atual ‘’de como se alimentar’’ não diz respeito a uma indústria verdadeiramente brasileira, mas a conhecida ‘’terra do hambúrguer’’ os Estados Unidos.E os mais afetados por esse chamariz de gostosuras,são as crianças,que diariamente estão ligadas nas TV’s com desejo incessante do malefício industrial.

O alvo da indústria, ou dos Mc Donalds da vida, são o publico infantil, para elas aquilo que esta sendo divulgado é um sonho, mas, o que eles não sabem é que um sonho poderá acabar em um grande pesadelo para toda a sua vida física. Uma alimentação saudável no processo de desenvolvimento biológico para as crianças é fundamental, pois o seu estado físico para brincar e a facilidade para a aprendizagem diz respeito aquilo que elas ingerem e se tornarão,uma alimentação rápida,como os produtos industrializados com grande quantidade de gorduras,torna suscetível a probabilidade de obesidade nas crianças,má qualidade e quantidade de vida  e  consequentemente rejeição do meio social daquilo que a sociedade prioriza como um padrão físico ideal.

Além de que, as atividades são substituídas pelo entretenimento televisivo onde se não bastasse ingerir pratos industriais, digerem os comerciais de produtos propagandísticos televisivos,o pior é que a indústria produz rápido,a publicidade manda consumir rápido,os consumidores comem mais rápido.E o final? Morrem mais rápido.

Todo esse sistema que a cultura alimentícia traz, afeta a todos, não só as crianças, elas claro, são mais inconscientes sobre o que fazem, mas quem tem o direito consciente de fechar a boca e arrancar o desejo delas, são os pais,que também não estão fora da esfera do’’ tudo-rápido’’,dessa forma ambos devem estar se vigiando e se controlando para que os ingredientes das gostosuras e travessuras não formem e mantenham gordinhos aparentemente saudáveis.

A alimentação é um dos hábitos mais essenciais e importantes para a sobrevivência dos indivíduos, mas esse hábito torna-se essencial quando selecionamos o que é saudável e nutritivo para se degustar, caso contrario, produzirá a má qualidade de vida que está ligada a má conduta alimentícia podendo trazer doenças causadas pelo acúmulo de gorduras. A falta de recursos financeiros para se ter uma boa  alimentação influencia  na ingestão desses alimentos fast-food, pois o fato de ser barato e rápido não compensa nutritivamente a qualidade de vida salubre dos seus consumidores.

Sendo assim, a única saída para uma vida saudável é a porta dos fundos,ou seja,é a porta, que não deixa nos enganarmos por aquilo que a publicidade tenta influenciar,mas manter o controle pelo não consumismo amiúde, pois nos tornamos obesos (também) quando deixamos nos levar pela não filtragem daquilo que a indústria( ou propriamente o mercado) nos impõe.

domingo, 7 de abril de 2013

Sociedade de Massa e Sociedade de Controle


                                                                                                                  Tamara C.

Os meios de comunicação de massa e a mídia desde o seu advento tem estruturado uma nova relação entre seu publico e consumidores. Relação essa, estável e de grande manipulação que muitas das vezes aprisiona os seus apreciadores em uma tela de TV, em uma rede virtual, em jornais,revistas e todo ‘meio’ ,onde possa transmitir uma mensagem que causará efeitos (positivos ou negativos).

Mas, quem faz parte dessa massa? E quem dela se apropria para persuadir? .O surgimento do conceito de massa foi estipulado na década de 20 e 30 do século XX com a eminência da primeira e segunda guerra mundial e dos poderes totalitários que desde então, persuadiam seus admiradores para fazer parte de todo aquele jogo político, como foi o caso do manifesto nazista e fascista. Sendo assim, a comunicação teve grande poder (e ate hoje tem) na ‘arte de convencer’ ou propriamente manipular quem se deixa levar, entretanto o conceito de manipulação não esta atrelado somente pelo fator comunicação, que originará o estimulo-resposta,mas pelas instituições incluídas na sociedade,como a escola,a igreja,a família,o estado as prisões e os hospitais.

Quem se atentou a falar sobre as questões das instituições que disciplinam e manipulam os nossos comportamentos foi Foucault. Para ele, o fato de existir essas instituições estar no objetivo de adestrar, vigiar e disciplinar os indivíduos em espaços determinados.É bem verdade,que quando estamos em um ambiente como a escola,devemos nos posicionar em nossos papeis sociais,como o de que aluno tem de ser aluno e professor,professor; aluno tem de ir de farda e professor de jaleco; na igreja, temos de ter reverencia a Deus vestindo roupas bem compridas e ficar calado, na família devemos respeitar pai e mãe,no estado devemos cumprir as leis e as obrigações.Percebe-se que vivemos em uma sociedade disciplinar onde os nossos comportamentos, linguagens e vestimentas condizem com cada local apropriado para tal; o que nunca percebemos é que somos controlados,manipulados assim como a sociedade de massa,que não reage e apenas recebe.


Essa sociedade também nos impõe novos comportamentos, nunca paramos de se adequar entre um lugar a outro, devemos nos disciplinar conforme aquilo que o ambiente nos pressiona.

Na sociedade de massa, o que nos identifica são os comportamentos manipulativos da mensagem em que os conteúdos nos adéquam a uma certa realidade, na sociedade de controle, o que nos identifica são as senhas,as assinaturas e os números.Quem já foi em uma loja e comprou certo produto sabe da realidade do que é o vendedor perguntar o seu CPF e não o seu nome,para mim é frustrante, pois cerca de onze números me representam,mas quem eu sou não.Há de se perceber que o controle sobre nós é da forma que essa sociedade de controle quer.

Me deparei ultimamente com cerca de mais de uma senha,ou seja,sou eu em diferentes sequencias de números.A sociedade de controle me controla por números, e há algo que funciona com mais exatidão que a matemática?.É senha de e-mail (s), de faculdade, de banco, do trabalho, do computador, do acesso ao jornal que se lê diariamente, a da internet, enfim, a senha da senha da senha. E dessa forma, a sociedade de controle, nos impõe um discurso de que utilizar senha é mais seguro, e não percebemos que a senha é o o seu dado de controle sobre nós.

Assim a manipulação da  sociedade de massa tenta nos prender pelo marketing,as vendas,os produtos,as propagandas,chegando a ser até uma overdose de manipulação, e  não é a toa que o Brasil inteiro esta na frente da televisão meia-noite assistindo reality show que em nada edificam e sim manipulam.

Dessa forma,tenho minhas dúvidas sobre quem vai se sobressair mais a sociedade de massa ou do controle, ou ambas; se for assim,já somos manipulados achando que somos livres  opinando em uma pagina da rede social ou em um blog como este.

domingo, 24 de março de 2013

O Vendedor de Queijo



Tamara C.
Tudo aconteceu em uma parada, em um ambiente onde o final de semana diminui o fluxo de pessoas, onde as frotas de ônibus raramente se veem; onde os passos se tornam escassos, onde o clima é tranquilo e a cidade fica mais estável.

Cheguei naquela plataforma 5, no terminal de ônibus,pensando e repensando sobre o que escrever para esse blog,enquanto estava eu,em meus pensamentos,introspectiva, vi um senhor de uma idade já bem avançada,meio que ‘cachigando’ , com uma sacola nas mãos,não sabendo eu,que naquela sacola estaria o seu sustento.

Pediu-me uma informação, primeiro me elogiou dizendo que eu era uma menina sabida, bem estudada e posteriormente pediu a minha ajuda para lhe orientar a pegar o transporte. Sem titubear consentir com a ajuda. Vi aquele senhor dos pés á cabeça,vi unhas bem amareladas e vestutes, vestimentas simples,cabelos grisalhos,dentes em escassez e com o esmalte perdendo a cor; estava na minha frente, uma experiência viva em pessoa.

Conversa vai, conversa vem, a facilidade com que ele conseguia puxar um assunto, com tanta jovialidade e ousadia me animaram. Passei a perceber que alem de um senhor fisicamente não (tão) apresentável, vi um homem aposentado e trabalhador onde naquela ‘’sacolinha’’ (que eu falei no começo) era o seu recurso labutar de todos os dias. Me disse que vendia queijo na praia há treze anos,fiquei imaginando a desenvoltura daquele velho senhor vendedor, e que de domingo a domingo acordava cedo para vender seu sustento.

As suas palavras eram sábias e carregadas de crenças religiosas, falando de Deus,e que apesar de ter sido roubado seis vezes sempre foi restituído,a humildade daquele senhor me surpreendeu, a atitude do nada saber dele, diante da não orientação de pegar o ônibus, se consolidou em um ditado que ele disse: ‘’Qual foi o menino que nasceu sabido’’ ?

Aquela palavra soou como um eco em meus pensamentos,não nos despedimos, vi apenas do outro lado seu ônibus passar e ele na janela, e eu á cogitar na experiência daquele senhor e como ele me mostrou que a vida nos ensina muita coisa e que devemos aprender á aprender, viver cotidianamente labutando pelos nossos objetivos de domingo a  domingo;vi naquele homem,alem de um vendedor de queijo, um conhecedor  da humildade e o exemplo de um  bom personagem para se encaixar  em uma  boa crônica.

domingo, 10 de março de 2013

Saber Envelhecer




Tamara C.
Em nossa vida, vivemos um ciclo irreversível, nascemos, crescemos ,envelhecemos e morremos, essa é a condição natural evolutiva do Homem. Entre essa ‘’evolução’’ vivemos experiências que em cada idade e cada tempo nos proporcionam momentos diferentes. Na infância ‘aprendemos á aprender’ , a falar, a ter e manter o contato inicial com o mundo, com as coisas,com a vida e com  o universo.Ao crescermos aprendemos a lidar com as coisas errando e acertando,e  saber que na vida, nada é tão bonito e puro como na infância. Porém, depois de nascer e crescer, o que aprendemos no estagio final dessa evolução?. O que o envelhecer nos traz, como participantes irremediáveis desse ciclo?
O ultimo estagio de experiência da vida: a velhice,nos concede uma bagagem histórica e acumulativa muito solida, nos faz voltar a um tempo sem volta e sem chances.Um tempo onde tudo que se conviveu torna-se lembrança,é um estagio onde a maturidade encontra seu tempo e seu ápice.
O conceito de velhice na sociedade moderna tem se banalizado e ganhado uma ressignificaçao que desvirtua o sentido do que seja envelhecer,como se fosse uma maldade que não desgasta apenas o corpo, mas, a’lma,a alegria e a vivacidade de qualquer ser, e com esse discurso, a mídia tem tentado combater a velhice com produtos que falsamente rejuvenescem mas,não acabam com a condição natural do homem.
Ao falar em velhice, Cícero fez um estudo que consequente originou a obra ‘’saber envelhecer’’, ele relata a ‘’ condição natural da vida’’ aquela em que aceitamos que temos uma natureza que não depende do nosso comando,mas das transformações que essa condição nos proporciona. Em suas palavras : ‘’ Ao perceber que a natureza age sem consultar a sua vontade, o homem aprende que a velhice é um evento natural que escapa do seu controle’’. Muitos precisam compreender que envelhecer,faz parte do ser homem e do Ser humano.
Vivemos sempre em busca da juventude eterna,aquela em que nos torna vaidosos e nos deixa fisicamente mais bonitos e mais apresentáveis,porém a velhice não se limita as rugas,as olheiras,mas no próprio interior que se desfalece toda a vez que estamos insatisfeitos com nossa condição natural. Cicero relata que é a natureza pessoal que nos torna velhos e não a idade avançada.
O que nos falta, é saber envelhecer, é saber aceitar o curso natural da vida,deixar que as rugas,as olheiras,o desfalecimento venha, pois o que envelhece é o corpo e não a mente,são as mãos enrugadas e não a vivacidade; envelhecer é uma arte que precisa ter técnica para aperfeiçoa-la pois a arte de envelhecer pressupõe que o homem usufrua dos prazeres proporcionados por cada idade.

Envelhecer é uma vitoria,é uma missão de vida que chega na sua aposentadoria final,no seu ciclo final,no reconhecimento de que a cada dia envelhecemos,desgastamos,mudamos,morremos.Pois a cada dia que passa deixamos para trás nossas vivencias precisando  envelhecer com sabedoria e morrer com consciência.
                                                                                                    Cicero,Filosofo

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Cidade: ambiente das diferenças


Tamara C.
A modernização da sociedade trouxe um aprimoramento tecnológico e urbano para o crescimento das cidades. E em consequência disso, tem influenciado no dinamismo social, nas relações socias e no ambiente físico delas. A significação do que seja cidade hoje,é muito mais ampla e complexa do que o conceito de cidade em épocas medievais;onde cada cultura envolvida por muros e territórios era única,e distante das cidades mais próximas.

As cidades se tornaram, não só um ambiente de trabalho, mas um lugar de vida,de encontros,de negócios de tensões,um espaço físico de diferenças sociais,de heterogeneidade.Heterogeneidade é o que caracteriza uma cidade,as variedades de cores,raças,culturas,diferenças sociais,econômicas e políticas;e devido a essas diferenças,a cidade torna-se multifacetada. É na cidade que se encontra gerações passadas e vindouras, conhecimento arcaicos e futuros, ideias antigas e inovadoras. Pois ‘’Vivercidade’’ é viver diversidade, com intensidade.

Não se faz uma cidade com edifícios e fluxos de pessoas (somente), mas com o compartilhamento de direitos e deveres da coletividade, e de políticas publicas, que visem diminuir as discrepâncias sociais,tornando parte dela,homogênea e igualitária.Como diz o geógrafo Milton Santos a cidade é uma dinâmica urbana de ‘’fixos e fluxos’’,fixo devido ao espaço físico,estático e fluxo é a parte viva ou ativa dela.E esse ‘’ativismo’’ urbano da cidade,é o conhecimento humano colocado em pratica,os saberes,a ciência,as teorias,o trabalho; a cidade torna-se portanto,um produto social do homem.Porém,na medida em que existe uma heterogeneidade cultural na cidade,na mesma medida existe uma heterogeneidade na educação,na política e ate mesmo na coletividade,prejudicando o bem comum,e o desenvolvimento físico e social dela.

Nenhuma cidade é autossuficiente, há entre elas um cooperativismo, uma ligação. E essa ligação pode ajudar no seu desenvolvimento e no seu não desenvolvimento. Uma cidade desenvolvida em parâmetros socias, políticos e físicos bem estruturados é uma cidade que tem qualidade de vida em todos os sentidos, onde a desigualdade torna-se igual e onde os encontros pessoais fortalecem o altruísmo. Dessa forma, a cidade não é construída apenas por um espaço geográfico,mas moldado pelas transformações humanas,internas e externas,pessoais e interpessoais,profundas e artificiais.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

A compreensão de quem somos


Tamara C.
Às vezes (e muitas vezes) me surpreende a natureza da humanidade, e a forma como ela tenta se comportar em meio as crises, as dificuldades, ou em meio as alegrias. Se comportando de tal maneira que nos tornamos humanos demais para certas coisas e humano de menos para outras. Comumente as nossas atitudes perante as crises nos permiti ser coagido por um estimulo e que,muitas das vezes esse estimulo é externo não vem d’alma é manifestado pelas circunstancias,ou ate mesmo pelo acaso; alem das mil maneiras que a natureza humana pode se comportar,existem as mil e uma maneira de se posicionar diante das suas consequências.


A natureza que se diz humana, não é uma natureza criada pelas crises interiores (somente), mas, pelo que a vida em si tenta nos trazer, é uma coesão daquilo que somos de alma e daquilo que somos de pratica na vida diária. Não sei leitor, se você compreende a minha tese ou ate mesmo a minha utopia, mas o sentido de tudo isso é tentar (re)conhecer que não somos pessoas ou indivíduos fáceis de se compreender ou de se autoconhecer.

O que a humanidade tem em comum na sua essência, é a dor.A dor muitas das vezes nos permitir sermos unidos,por mais que ela seja insuportável.É na crise que a humanidade se ajuda.Um acontecimento trágico que acontece do outro lado do mundo nos toca,será que é por que somos humanos e como tal,precisamos nos sensibilizar? Ou será que é porque somos humanos de menos por termos a incapacidade de interferir em tal acontecimento? .Ultimamente tenho refletido o que verdadeiramente nos faz ser um Humano na terra, ou  Humdesumano.

Uma das características que nos faz ser humano é as nossas falhas; como diz um ditado: ‘’errar é humano’’,muitas das vezes a ideia que temos de quem somos é a de pessoas medrosas e errôneas e as vezes,isso se torna uma desculpa para aquilo que cometemos,mas em contradição somos desumanos quando agimos com insensibilidade com o próximo ou com o outro humano ao nosso lado.Apesar disso,não deixamos de ser as duas coisas,ao mesmo tempo que somos Humanos podemos deixar de sê-lo,pois ao mesmo tempo que temos o bem,podemos cultivar o mal.

Se soubéssemos equilibrar, ou mesmo definir o que desejamos ser, independente das circunstancias eu diria aos leitores que,se eu soubesse das respostas e soluções daria a sugestão,mas também sou como você leitor,sou humana e desumana,sou levada á aquilo que a vida e sua circunstancias me  trazem, porém existem aquelas pessoas que se esforçam a ser humanos melhores,não perfeitos,mas melhores.

E é assim, que precisamos ser,apesar da nossa ‘’natureza complexa,vasta e complicada’’,somos humanos e não robores, somos mutáveis e não imutáveis.Pois o que diferencia o ser humano é o comportamento,somos assim,porque nos comportamos para sermos tal...Uma das certezas mais convictas que eu concordo para nos conceituar,é o que o filosofo Nietsche falou e deixou em sua obra : ‘’ Somos humanos,demasiadamente humanos’’.Isso nunca deixaremos de ser

domingo, 27 de janeiro de 2013

Um amigo desconhecido


Tamara C.
A pergunta que se pode formular pelo titulo é:existe amigo Desconhecido?!.A ideia que temos de amigo, é uma ideia acumulativa;aquela onde a amizade deve ser construída por muitos anos e onde a confiança deve ser a estrutura,o alicerce.Descobri nesta semana,que um amigo se faz por alguns instantes,a partir daquilo que ele quer expressar para nós e por nós e através da necessidade que temos.

Era apenas uma das muitas tardes para mim onde não tinha planos sobre o que fazer...e nem sobre o que escrever para este dia.Tudo começou quando saí de casa por volta das 14:00hs,muito sol que chegava a arder ,peguei os meus amigos que sempre me acompanham e me levam para outro mundo mais lindo,mais colorido e como diz a musica ‘’mais cheio de graça’’;os meus livros...Chegando na ‘pracinha’ perto da minha casa(onde era a única opção mais perto para me desestressar e pensar um pouco mais,e o lugar onde o  contato com a natureza me faria bem)sentei,pensei,pensei e pensei,sobre alguns dos meus planos que estariam em ‘’jogo’’ e que,se não tomasse uma decisão e uma providencia seria tarde demais.

Enfim...foi nesse inicio de tarde que estava eu,introspectiva em meus pensamentos e com os olhos brilhando fundada em mim mesmo,e de vez em quando virando a pagina da ‘menina que roubava livros’ e foi nesse momento que levantei a cabeça e vi um tipo de pessoa fardada,um policial,moreno,de meia-idade,simpático e com a aparência bem tranquila(que já me  transmitiu uma boa energia)estando ele em minha direção veio me perguntar sobre uma curiosidade;se eu era a pessoa que toda tarde iria naquele local e naquele horário ficar de frente ao sol(bem a minha postura naquele instante) objetei que ‘não’.Então,me disse que eu estava com uma ‘carinha’ triste e me perguntou o que se passava,eu meio dividida entre falar e não falar,percebi que ele queria me ajudar;então decidir falar e saber ate que ponto ele poderia me ajudar.

Entre esse falar e não falar,acabei falando e tivemos uma ótima e interessante conversa,percebi nele uma pessoa tão paciente e que sabe ouvir(diferente de mim) e me deu certos conselhos sobre a minha situação,dizendo ‘não desista irá dá tudo certo’,você ainda é muito nova para se estressar com essas coisas,creia que tudo estará a seu favor’...E eu,ouvindo aquilo pensei em minha intenção(momentos antes) de ir para aquele local,era a intenção de apenas me ver só,pensando em mim mesma,sem ouvir ninguém e as palavras que esse desconhecido amigo me disse;mas,essas palavras me tocaram como se ele soubesse no intimo a dimensão da minha dor e da minha angustia.

Conversa vem e vai,pegou os meus contatos e disse:’irei lhe ajudar,estarei torcendo por voce’.Nesse instante o meu coração bateu mais forte e se encheu de alegria como se aquilo que eu tinha acabado de ouvir,me tranquilizasse;percebi que nao há nada mais,tão maravilhoso do que você ouvir alguém(seja quem for)e esse alguém te ajudar de uma forma que so você sabe,pois so você conhece a sua situação.Aquela pessoa me ajudou e muito,não com o que estava precisando naquele momento,mas na reação que aquelas palavras me causariam.Depois se despediu e só ouvir os seus passos seguindo para alguma direção.

Refletir que um amigo,não precisa ser de longas datas,ter longas historias,confiança,ou um conhecimento vasto sobre tal pessoa;descobrir que um amigo se faz em apenas 5 minutos,pois não é preciso saber a fundo do que ele pensa ou seja.Se adota um amigo quando se percebe que ele em algum momento da sua vida foi útil e amável.Denomino isso como um amigo temporário,porém não deixa de ser um amigo.
Penso que por mais intensa que seja a dor,sempre existirá algo que lhe levara a enxergar um lado  bom dessa dor.E esse ‘amigo’ me fez enxergar o quanto a dor significa vida.Lembrei do livro do renomado e conhecido jornalista Phlip Yancey,onde ele relata em uma de suas viagens,sobre a dor;que a dor significa vida,quando não a sentimos estamos mortos,pois so existe dor quando existe vida.E de fato ele esta certo,a dor nos garante que mesmo com ela,podemos existir,suportar e superar.

O meu amigo desconhecido apesar de ser policial(pois odeio autoridades que abusam do poder através da  violência como ‘o aparato ideológico do estado’ como disse Karl Marx) ele foi compreensivo.Em qualquer lugar se pode encontrar e fazer um amigo,basta expressar ser você em qualquer momento.Diante de tudo isso,descobrir que existe vários tipos de amigos,aqueles que amamos,que confiamos,que são bonitos,mas na minha categoria inclui mais um tipo:O amigo desconhecido,temporário e significativo.

domingo, 20 de janeiro de 2013

O Carnabalismo



Tamara C.
Está chegando, uma das festas mais animadoras do ano para o povo brasileiro:A festa carnavalesca ou como eu denomino de Carnabalismo.Fico estarrecida ao ver o povo saindo de suas casas para outro estado á procura de um prazer instantâneo ou propriamente um hedonismo.Rostos estampados não só de alegria,mas de maisena,olhos brilhando não de emoção,mas de alcoolismo e me ponho a pensar como é viver todos os elementos desta dita ‘felicidade’.

O conceito de felicidade,ou mesmo viver a felicidade esta ligado hoje,neste mundo moderno ao prazer,a instantaneidade,a carnalidade,a sexualidade.E ser feliz hoje é uma questão de obrigatoriedade,quem não a tem,não merece viver é como se tudo o que fosse contrario a ela,fosse questão de infelicidade.Muitas das vezes as alegrias se encontram em um momento de tristeza,de morte ou de angustia,basta encontrar nessas dificuldades um motivo de ser feliz.

Voltando a ‘festa da carne’ não há como tentar entende-la,sem se perguntar,se as pessoas que fazem parte dela,realmente são felizes ou procuram ser.

Todo ano milhares de pessoas nessa tal ‘festa’,morrem,se prostituem,se escravizam por um momento que não vale e nunca valerá a pena;e ainda se acham felizes em viver tudo isso?!.Fico a me perguntar se a prostituição é coisa boa( se fosse,a sociedade não reprimia) e se ser escravo é digno.(se fosse a historia não combatia).Em meio a tudo isso,que felicidade é essa que mais aprisiona em vez de libertar?.

Penso que o carnabalismo, além de ser o consumismo da carne,ou mesmo a devoração dela,rouba  a felicidade,rouba o senso,rouba o verdadeiro sentido de ser feliz e faz com que,encontre alegria em sexo,bebidas e em apenas... 5 dias... Até por que,a própria felicidade precisa ser construída e não procurada,não se procura o que não se fez.E o que não se fez não se tem.Isso tudo,nada mais é do que uma alienação prazerosa que entorpece os indivíduos ou festeiros com uma ‘porção’ de se tornar(em alguns instantes) um  sem noção.

Cheguei à conclusão de que as pessoas que saem a procura desse hedonismo,são pessoas que não construíram sua felicidade e preferem busca-la em uma festa onde a terão em apenas alguns dias,buscam em seres inanimados como bebidas,festas...é como se a vida fosse vivida alegremente por cortes...É uma festa de todas as carnes,de todas as misturas,raças,cores,de todo os suores conseguidos nas danças,no samba,uma festa idolatra...Porém o único suor’ que esses festeiros conseguem,não é se esforçando em buscar uma felicidade constante é pulando,dançando e se entrelaçando na ‘Festa do Açougue’...

Viva o carnaval de todas as carnes!