Em uma imprensa brasileira
que se estrutura como sendo um medium
de veicular informação e fazer comunicação aonde suas bases de credibilidade hoje,
frente aos seus apreciadores vem se degradando como um meio midiático não muito
fidedigno para consultar certos conteúdos, o jornalismo nessa esfera midiática,
tem se tornado um meio comunicativo falho e venenoso onde a informação
veiculada ou divulgada não diz respeito a um bem publico, mas a uma classe, a
uma repartição e uma ideologia.
A grande questão é que
tipo de jornalismo se está construindo em uma sociedade onde o acesso á
informação não é tão escassa (devido ás plataformas digitais) e onde a
credibilidade é questão primordial para se diferenciar das varias pseudoinformações?
.Em um contexto como esse o que era informação tornou-se um chamariz
propagandístico de opinião, onde a informação se converte em convencimento e o
produto noticia do jornalismo em veneno.
O jornalismo que deforma, problematiza,
denuncia e se pronuncia é um jornalismo digno de um título depreciativo. Quando
lemos os jornais não sabemos mais, se a informação é ficcional ou verdadeira,
qualquer palavra que se pronuncie frente á imprensa é garantia de deformação ou
desvirtuação dos sentidos. Em relação aos sentidos, o jornalismo de hoje, é
experiente em dar ás informações, o prisma de um monossignificado
desvinculando-o do seu sentido original.
Com toda essa realidade, o
jornalismo se fissura como uma área da comunicação que mais intoxica as pessoas
com enxurradas de informações do que direciona a um pensamento critico; onde
transforma a noticia em um produto venenoso de opinião muito mais do que um
produto informativo inteligente.
Dessa forma, é perceptível
que vivemos na era da informação venenosa, onde os agrotóxicos opinativos são
colocados de forma abrupta para que os bons frutos rapidamente possam ser
extintos. E esse bom fruto é o jornalismo que quando plantado tem na sua origem
a boa semente e quando regado tem na sua colheita o mau ceifador e o pior
amadurecimento. A única solução para desintoxicar o jornalismo é abominar os
agrotóxicos e deixar que a naturalidade do próprio jornalismo seja vista da
maneira mais adequada possível para divulgar a informação correta no seu sentido
correto, pois as piores das credibilidades informativas também aliena e
intoxica.

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